Segregação
Não se deve julgar um livro pela capa, assim também não devemos julgar as pessoas por sua aparência, o que necessariamente não tem haver com a escolha do seu estilo de vida. Existe na minha opinião uma seleção natural na sociedade. Cada um tende a buscar em suas iguais referências próximas, os estilos de vidas dos skinheads, ou dos góticos, ou dos punks, ou dos hippes, ou mesmo de outro aqui não citado falam de cultura, ideologia, ótica de vida, cada um tem seus interesses e valores. Se prestarmos bem atenção a sociedade está dividida ou diria segregada em verdadeiras mini sociedades. Somos catalisadores do que temos por valores individuais. Importante sempre que possível analisarmos bem se esses valores por quais optamos não são ou serão nocivos para os outros, já que quanto a nós a escolha é única exclusivamente responsabilidade particular. Não temos o direito de decidir pelos outros. O ato de dirigir embriagado causando acidentes, passa a ser um problema social de maior proporção do que simplesmente a escolha de quem por si decidiu pegar o carro ir para a balada, encher a cara e esbarrar em um poste, se isso assim prejudicasse somente o autor e não os demais coadjuvantes, não trataríamos do problema como de todos.
O caso mais recente de escolhas que acabam sobrando para os outros é o do atirador de Montreal que na quarta feira (13/09/06) entrou em uma escola secundária matando uma mulher e ferindo mais 19 pessoas, o rapaz de 25 anos que se intitulava “anjo da morte”, mantinha uma página na internet e era um “gótico” (bem, sabemos que essa opção vai além da opção de usar roupas pretas), com o lema “viva rápido, morra jovem e deixe o corpo mutilado” o individuo que mudou seriamente a vida de mais de 20 pessoas fez da sua opção a condenação de tantas outras.
Sem me ater à chave do comportamento humano, falo de forma clara a todos que fazem suas segregações culturais, sociais, raciais, religiosa uma escolha de vida. Lembrem-se que a escolha é sua e não dos outros, permaneçam com os seus afins e mantenham o resto da sociedade segura.
Rosana Campos