2.11.06

A Vida

Recebi um e-mail com uma mensagem muito apropriada para nós que não temos tempo para as coisas que de fato nos farão bastante falta quando partimos dessa para uma outra condição.

Ele falava sobre o quanto é “engraçado” as coisas que priorizamos e as que deixamos de lado por conta da pressa, da falta de tempo, ou de outros compromissos como trabalho e lazer.

Se o lado espiritual é importante? É fácil se chegar a essa conclusão, basta ver um cadáver em cima de uma pedra e ter certeza que não somos mais do que um pedaço de matéria morta sem o sopro de vida que nos é dado antes mesmo de nascermos.

O mais “engraçado” de tudo isso é que sempre temos mais problemas sérios dos que os que de fato tem, não temos nunca palavras adequadas na hora de uma oração, não procuramos sentar nas primeiras filas da igreja e o quanto nos é caro por 10,00 na caixa da igreja. Pra falar a verdade não tem muita graça esperar socorro de algo Divino quando se está em apuros. Nem tampouco lembrarmos disso quando já vivemos tanto e “aproveitamos” mais ainda, engraçado mesmo é estar escrevendo esse artigo e esquecendo de citar que a maior obra do universo é a presença de Deus em cada um de nós.

Não existe ciência ou verdade comprovada que anule a existência Divina em cada um de nós.

Mas deixando a graça de lado, que tal começarmos a partir de hoje deixar isso fluir de forma a priorizar o que é importante.

A vida.

15.9.06

Segregação

Não se deve julgar um livro pela capa, assim também não devemos julgar as pessoas por sua aparência, o que necessariamente não tem haver com a escolha do seu estilo de vida. Existe na minha opinião uma seleção natural na sociedade. Cada um tende a buscar em suas iguais referências próximas, os estilos de vidas dos skinheads, ou dos góticos, ou dos punks, ou dos hippes, ou mesmo de outro aqui não citado falam de cultura, ideologia, ótica de vida, cada um tem seus interesses e valores. Se prestarmos bem atenção a sociedade está dividida ou diria segregada em verdadeiras mini sociedades. Somos catalisadores do que temos por valores individuais. Importante sempre que possível analisarmos bem se esses valores por quais optamos não são ou serão nocivos para os outros, já que quanto a nós a escolha é única exclusivamente responsabilidade particular. Não temos o direito de decidir pelos outros. O ato de dirigir embriagado causando acidentes, passa a ser um problema social de maior proporção do que simplesmente a escolha de quem por si decidiu pegar o carro ir para a balada, encher a cara e esbarrar em um poste, se isso assim prejudicasse somente o autor e não os demais coadjuvantes, não trataríamos do problema como de todos.
O caso mais recente de escolhas que acabam sobrando para os outros é o do atirador de Montreal que na quarta feira (13/09/06) entrou em uma escola secundária matando uma mulher e ferindo mais 19 pessoas, o rapaz de 25 anos que se intitulava “anjo da morte”, mantinha uma página na internet e era um “gótico” (bem, sabemos que essa opção vai além da opção de usar roupas pretas), com o lema “viva rápido, morra jovem e deixe o corpo mutilado” o individuo que mudou seriamente a vida de mais de 20 pessoas fez da sua opção a condenação de tantas outras.
Sem me ater à chave do comportamento humano, falo de forma clara a todos que fazem suas segregações culturais, sociais, raciais, religiosa uma escolha de vida. Lembrem-se que a escolha é sua e não dos outros, permaneçam com os seus afins e mantenham o resto da sociedade segura.

Rosana Campos

14.8.06

Medo está aí uma palavra bastante pronunciada por nós brasileiros, e mais do que palavras temos o sentimento de total abandono aliado ao tão presente “medo” que hora cobre como uma nuvem negra parte do nosso País.

Já diria um grande escritor conhecidíssimo da classe política Maquiavel que “São as leis e as armas os alicerces do Estado”, pois bem quem se vê organizado e segue ao pé da letra tal premissa são os criminosos. Os nossos políticos que na preocupação de não sobrar pra eles (caso a justiça brasileira ficasse cega de verdade) o peso da mão da justiça, acabaram por decretar total falta das leis e de mecanismos para coibir ou suprimir o caos que mata, depreda e ameaça a nossa paz.

Nós cidadãos tão pacíficos, que há tantos não nos preocupamos aonde vai parar ou ao menos que resultado teria a nossa falta de preparo até pra votar, agora pagamos um preço alto, preço que mesmo sendo alto, não nos faz pensar melhor em propostas e candidatos, mas sim no nosso imediatismo nas nossas conveniências individuais e nos nossos interesses, ainda que alto esse preço nos acomoda.

Somos uma sociedade desorganizada, sem leis, sem armas, sem alicerces e sem Estado, somos o que diria o reinado do meio que não toma partido dos fracos porque como fraco não pode somar forças e não se alia nos discursos aos fortes porque aos fortes cabe lutar sozinho.

O PCC é o Estado organizado, que faz cumprir suas leis através das suas armas.

31.7.06

Rosana Campos
Atendimento.amppla@hotmail.com
Porto Velho Rondonia
Especial para O Rebate on-line

Passada a ola de violência na vitrine da sociedade brasileira, voltamos pelo visto a nossa velha e pesada rotina.

Temos acompanhado nos telejornais com uma certa insistência em algumas denúncias a respeito da exploração de menores, aqui no Norte principalmente. Só que visto que nesse País a onda de modismo para certos assuntos quase sempre não dá em muita coisa, eu convido a todos a se perguntar: _O que é feito durante tais exibições de matérias?

Como na maioria das capitais brasileiras na minha pacata e comum cidade a coisa é vista com uma naturalidade que dá sono.

O nosso governo que também é petista parece-me correr para acordar ainda este semestre com ações que não sei ao certo vão acabar em alguma coisa.

O que vemos por aqui é a completa falta de direcionamento na elaboração de políticas públicas que diminua a criminalidade e impeçam crianças de se prostituir tão cedo.

Não temos um mercado industrial, não temos um comércio muito produtivo, vivemos do que chamamos de contracheque e os nossos adolescentes não têm senão a alternativa única da prostituição e criminalidade.

Já que o poder público se fecha em reuniões intermináveis e que na prática resultam em não sei o "quê?" Ao menos os convido para que abram as suas janelas e olhem para baixo, não será preciso procurar muito a quem ajudar.

Os nossos intelectuais do poder têm em mente que educação é o circo na literal leitura da palavra com a sua arte, sua cultura, suas metáforas, mas falando em realidade os nossos jovens precisam de qualificação, educação, respeito e só assim teremos menos recrutados a exploração do corpo e a marginalidade.

Sugiro que as políticas públicas (que não vejo existir nem em propostas) façam valer o voto dos menos informados que votaram em ideais que há muito se enterraram.

Sugiro que sejamos menos hipócritas e entendamos que neste país se precisam mais de mecânicos, marceneiros, costureiras, eletricistas, mestre de obras do que de bailarinos, atores e músicos.

Entendam senhores que não sugiro a completa abstinência da verdadeira arte, mas que ela seja o que sempre foi algo que nos tire do ostracismo da realidade que só será dura se não a encararmos de frente.